Quebram-se as ondas nos dedos descalços.
Invadem-se interstícios.
Arranham-se mistérios ao final do dia.
O vento bate e cega. Volto para trás.
Mais um dia passou.
O futuro dos dias nasce-me passado.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Tenho medo da ida
Tenho medo da ida.
Não tenho medo do retorno.
Tenho medo do riso.
Não tenho medo do choro.
Tenho medo da rua.
Não tenho medo do passeio.
Tenho medo do castigo.
Não tenho medo do recreio.
Tenho medo da vida.
Não tenho medo da morte.
Tenho medo do azar.
Não tenho medo da sorte.
Tenho medo da fome.
Não tenho medo da sede.
Tenho medo de um espaço aberto.
Não tenho medo de uma parede.
Tenho medo de um não.
Não tenho medo de um sim.
Tenho medo do princípio.
Não tenho medo do fim.
Não tenho medo do retorno.
Tenho medo do riso.
Não tenho medo do choro.
Tenho medo da rua.
Não tenho medo do passeio.
Tenho medo do castigo.
Não tenho medo do recreio.
Tenho medo da vida.
Não tenho medo da morte.
Tenho medo do azar.
Não tenho medo da sorte.
Tenho medo da fome.
Não tenho medo da sede.
Tenho medo de um espaço aberto.
Não tenho medo de uma parede.
Tenho medo de um não.
Não tenho medo de um sim.
Tenho medo do princípio.
Não tenho medo do fim.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
O sol põe-se, derrotado, na praia...
O sol põe-se, derrotado, na praia.
Desfio solilóquios junto ao paredão
amassado pelas águas revoltas.
As flores murcham na entrada de nossa casa
uma ternura de faz de conta.
Os sinos fogem da torre da igreja na hora do adeus
e o silêncio nas paredes descura o passado.
Lenços carpidos. Soluços. A fonte sem água.
Tenho-te em mim para sempre.
O nosso amor tornou a vida breve.
Desfio solilóquios junto ao paredão
amassado pelas águas revoltas.
As flores murcham na entrada de nossa casa
uma ternura de faz de conta.
Os sinos fogem da torre da igreja na hora do adeus
e o silêncio nas paredes descura o passado.
Lenços carpidos. Soluços. A fonte sem água.
Tenho-te em mim para sempre.
O nosso amor tornou a vida breve.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Palavras soltas
O sal na tua pele habita silêncios derretendo nas arestas.
As palavras perdidas. Soltas.
Os pássaros desatentos em voos escalados.
Os nossos destinos melindrados de si próprios.
Cofres arrombados na sombra vertem segredos.
As palavras soltas. Perdidas.
As palavras perdidas. Soltas.
Os pássaros desatentos em voos escalados.
Os nossos destinos melindrados de si próprios.
Cofres arrombados na sombra vertem segredos.
As palavras soltas. Perdidas.
Semáforos irrequietos...
Semáforos irrequietos
anseiam movimento.
Passadeiras descalças
esperam passada ante passada.
As luzes da noite
desvanecem-se nos candeeiros,
enquanto os sinos
tocam lamentos no fim da madrugada.
As gaivotas ao longe
respiram o mar,
e a cidade acorda lentamente
espreguiçando ruelas e avenidas.
E nós... de braço dado,
despedimo-nos da noite em claro,
com saudades já sentidas.
anseiam movimento.
Passadeiras descalças
esperam passada ante passada.
As luzes da noite
desvanecem-se nos candeeiros,
enquanto os sinos
tocam lamentos no fim da madrugada.
As gaivotas ao longe
respiram o mar,
e a cidade acorda lentamente
espreguiçando ruelas e avenidas.
E nós... de braço dado,
despedimo-nos da noite em claro,
com saudades já sentidas.
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