Semáforos irrequietos
anseiam movimento.
Passadeiras descalças
esperam passada ante passada.
As luzes da noite
desvanecem-se nos candeeiros,
enquanto os sinos
tocam lamentos no fim da madrugada.
As gaivotas ao longe
respiram o mar,
e a cidade acorda lentamente
espreguiçando ruelas e avenidas.
E nós... de braço dado,
despedimo-nos da noite em claro,
com saudades já sentidas.