sexta-feira, 24 de abril de 2009

Sobrevivência*

afugenta os pássaros, deixa-os voar.
pede tristeza, liberta saudades.
espera pelo apito do comboio
para virar costas à estação.
serena os ânimos no epicentro de um tornado.
assiste-se no direito de Ser.
resiste-se, desce pela colina até
se perder sozinha no descampado.
contemplando-se, a poesia sobrevive
nas arestas das palavras.

*mais um poema escrito na "ressaca" das Quintas.

sábado, 18 de abril de 2009

Deitada na areia

Chovem no teu corpo pedaços de vida.

As letras deslizam pelo peito.

Dedos franzinos entrelaçados:

A poesia aninha-se na palma das tuas mãos e vive.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Quebram-se as ondas

Quebram-se as ondas nos dedos descalços.

Invadem-se interstícios.

Arranham-se mistérios ao final do dia.

O vento bate e cega. Volto para trás.

Mais um dia passou.

O futuro dos dias nasce-me passado.