afugenta os pássaros, deixa-os voar.
pede tristeza, liberta saudades.
espera pelo apito do comboio
para virar costas à estação.
serena os ânimos no epicentro de um tornado.
assiste-se no direito de Ser.
resiste-se, desce pela colina até
se perder sozinha no descampado.
contemplando-se, a poesia sobrevive
nas arestas das palavras.
*mais um poema escrito na "ressaca" das Quintas.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Deitada na areia
Chovem no teu corpo pedaços de vida.
As letras deslizam pelo peito.
Dedos franzinos entrelaçados:
A poesia aninha-se na palma das tuas mãos e vive.
As letras deslizam pelo peito.
Dedos franzinos entrelaçados:
A poesia aninha-se na palma das tuas mãos e vive.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Quebram-se as ondas
Quebram-se as ondas nos dedos descalços.
Invadem-se interstícios.
Arranham-se mistérios ao final do dia.
O vento bate e cega. Volto para trás.
Mais um dia passou.
O futuro dos dias nasce-me passado.
Invadem-se interstícios.
Arranham-se mistérios ao final do dia.
O vento bate e cega. Volto para trás.
Mais um dia passou.
O futuro dos dias nasce-me passado.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Tenho medo da ida
Tenho medo da ida.
Não tenho medo do retorno.
Tenho medo do riso.
Não tenho medo do choro.
Tenho medo da rua.
Não tenho medo do passeio.
Tenho medo do castigo.
Não tenho medo do recreio.
Tenho medo da vida.
Não tenho medo da morte.
Tenho medo do azar.
Não tenho medo da sorte.
Tenho medo da fome.
Não tenho medo da sede.
Tenho medo de um espaço aberto.
Não tenho medo de uma parede.
Tenho medo de um não.
Não tenho medo de um sim.
Tenho medo do princípio.
Não tenho medo do fim.
Não tenho medo do retorno.
Tenho medo do riso.
Não tenho medo do choro.
Tenho medo da rua.
Não tenho medo do passeio.
Tenho medo do castigo.
Não tenho medo do recreio.
Tenho medo da vida.
Não tenho medo da morte.
Tenho medo do azar.
Não tenho medo da sorte.
Tenho medo da fome.
Não tenho medo da sede.
Tenho medo de um espaço aberto.
Não tenho medo de uma parede.
Tenho medo de um não.
Não tenho medo de um sim.
Tenho medo do princípio.
Não tenho medo do fim.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
O sol põe-se, derrotado, na praia...
O sol põe-se, derrotado, na praia.
Desfio solilóquios junto ao paredão
amassado pelas águas revoltas.
As flores murcham na entrada de nossa casa
uma ternura de faz de conta.
Os sinos fogem da torre da igreja na hora do adeus
e o silêncio nas paredes descura o passado.
Lenços carpidos. Soluços. A fonte sem água.
Tenho-te em mim para sempre.
O nosso amor tornou a vida breve.
Desfio solilóquios junto ao paredão
amassado pelas águas revoltas.
As flores murcham na entrada de nossa casa
uma ternura de faz de conta.
Os sinos fogem da torre da igreja na hora do adeus
e o silêncio nas paredes descura o passado.
Lenços carpidos. Soluços. A fonte sem água.
Tenho-te em mim para sempre.
O nosso amor tornou a vida breve.
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